Veja onde pagar a transferência de veículo: guia do Detran do seu estado, bancos, lotéricas e internet banking. Entenda taxas, prazo e cuidados.
A transferência de veículo se paga por meio de uma guia de arrecadação emitida pelo Detran do estado onde o carro será registrado. Essa guia pode ser quitada em bancos, casas lotéricas, internet banking, aplicativos de bancos ou, em alguns estados, no próprio Detran ou em postos de atendimento. O valor e o formato variam de estado para estado.
Ou seja: não existe um único lugar nacional para pagar. Você emite a guia no site ou no app do Detran do seu estado e paga pelo canal que aceitar aquele boleto. Abaixo, o passo a passo e os cuidados para não ter dor de cabeça.
O caminho geral é este:
Em muitos casos, o vendedor precisa preencher e assinar a autorização de transferência (hoje, na maior parte do país, de forma digital). Confira a exigência no Detran do seu estado.
O valor é definido por cada estado e muda com o tempo. Em geral, a conta inclui a taxa de transferência, a taxa de vistoria (quando exigida), a emissão do novo documento e, se for o caso, o custo do reconhecimento de firma ou de serviços de terceiros. Se você contratar um despachante, ele cobra honorários à parte.
Não confunda a taxa de transferência com o ITCMD, imposto estadual que incide sobre doação e herança, e não sobre compra e venda comum.
O Código de Trânsito Brasileiro prevê 30 dias para o comprador regularizar a transferência após a compra. Passado esse prazo, o comprador pode receber multa e pontos na carteira, e o carro pode continuar vinculado ao antigo dono nos sistemas. Por isso, deixar para depois é um risco para os dois lados.
O vendedor também deve fazer a comunicação de venda ao Detran. Assim, multas e débitos futuros não são atribuídos a ele por engano.
Pagar a transferência é uma das últimas etapas da compra. Antes disso, vale consultar a placa do veículo aqui no site para levantar informações como indícios de leilão, sinistro, roubo ou furto, gravame, débitos e restrições, além de dados de chassi, Renavam e histórico de quilometragem, conforme as bases disponíveis. Nenhuma consulta substitui a vistoria presencial nem a conferência dos documentos originais, mas ajuda a encontrar problemas antes de você gastar com taxas.
Na maioria dos estados, sim. Você emite a guia no site ou app do Detran e paga pelo aplicativo do seu banco, lendo o código de barras. Alguns estados também aceitam Pix ou cartão. Confira as opções no portal do Detran do seu estado.
Em regra, as taxas de transferência ficam por conta do comprador, que é quem vai registrar o carro em seu nome. O vendedor deve quitar débitos anteriores à venda e comunicar a venda ao Detran. Qualquer acordo diferente deve ser combinado e registrado entre as partes.
Pode acontecer se houver pendências, como multas, IPVA em atraso, gravame ativo, restrição judicial ou divergência na vistoria. A taxa paga não garante a conclusão do processo. Por isso, confira débitos e restrições antes de emitir e pagar a guia.
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