Entenda por que um chassi é remarcado, quando a remarcação é legal, quando é crime e o que checar antes de comprar um carro usado com essa característica.
A resposta direta: o chassi é remarcado quando a numeração original fica ilegível, danificada ou precisa ser recuperada, por exemplo após acidente grave, corrosão ou troca da parte da estrutura onde o número está gravado. Nesse caso, a remarcação é um procedimento previsto em norma e feito sob autorização e vistoria do órgão de trânsito estadual. O problema é que o mesmo procedimento também pode ser usado de forma criminosa para esconder a origem de um veículo roubado ou clonado. Por isso, quem vai comprar um carro usado precisa entender a diferença.
O chassi (ou número do VIN) é a identificação única do veículo, gravada na estrutura pelo fabricante. Remarcar significa gravar novamente esse número, seguindo o que consta nos registros oficiais do veículo, quando a marcação original não pode mais ser lida com segurança.
Quando o processo é regular, a remarcação fica registrada no documento do veículo e no cadastro, o que permite que qualquer comprador futuro saiba que aquele carro passou por esse procedimento.
Em todos esses casos, o dono não deve fazer nada por conta própria. É necessário solicitar o procedimento ao Detran, passar por vistoria e comprovar a origem do veículo e das peças.
Alterar ou raspar o número do chassi sem autorização é adulteração de sinal identificador de veículo, crime previsto no Código Penal, com pena de reclusão. Golpistas fazem isso para:
Comprar um carro com chassi adulterado pode resultar em apreensão do veículo, bloqueio da transferência e dor de cabeça para provar boa-fé. Por isso, não confie apenas no que o vendedor diz.
Mesmo quando a remarcação é regular, o histórico exige atenção. Alguns pontos costumam pesar:
Antes de fechar negócio, faça uma checagem em camadas:
Remarcar chassi é um procedimento legítimo quando a numeração original se perde ou é afetada por reparo, desde que feito com autorização do Detran e registrado no documento. Fora disso, é crime e um dos golpes mais perigosos no mercado de usados. Se o carro que você quer comprar tem remarcação ou qualquer suspeita sobre o chassi, redobre o cuidado: confira a documentação, faça vistoria e cruze as informações antes de pagar.
Sim, desde que seja feito com autorização do órgão de trânsito (Detran), após vistoria, e fique registrado no documento do veículo. Remarcar ou alterar o número por conta própria é crime de adulteração de sinal identificador.
Em geral, se a remarcação foi regular e a documentação está em ordem, a transferência é possível. Mesmo assim, o veículo costuma ter menor valor de revenda e pode gerar mais exigências, então vale conferir o histórico e fazer vistoria cautelar.
Compare o número gravado no veículo com o do documento, procure sinais de solda, lixa ou fonte diferente e faça uma vistoria cautelar. Também é útil consultar o histórico pela placa para encontrar inconsistências, como registro de roubo, leilão ou sinistro que o vendedor não mencionou.
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